01/05/2017
POETA LIVRE
15/08/2012
Diário de realidade: A memória dos velhos I
14/05/2011
Pequeno Princípe para ver a vida com outros olhos...

Jaganata e eu na feira!26/04/2011
O BLOG TÁ DE NOVA CARA :)
07/04/2011
Ponte do auto-conhecimento
" A caminhada do auto-conhecimento se dá na descoberta da ponte entre sua mente, corpo e espírito. Atravessar a ponte pode te levar a aventuras inesquecíveis. Permita-se a entender o todo para te ajudar a entender o outro."
05/04/2011
O que é o tempo para você?
É os minutos?03/04/2011
"Eu conheço todas as minhas liberdades. Pois a vida não me cobra Frete..." Renato Teixeira
30/03/2011
Essa música traduz um sentimento do amor incondicional com toda a sua leveza. Lindo! :) Bright Eyes "First Day Of My Life"
Primeiro Dia da Minha Vida
29/03/2011
Semeadores da Terra: Nascemos e completamos um ano de Feira.
E a semente foi plantada na primeira reunião no Terrazul.28/03/2011
Vamos dar asa à águia?
“Lá onde cantou as cigarras. Era o primeiro dia do ano. Bem cedinho. Vento no rosto. Sensação de recomeço. De liberdade. O sertão estava ali na minha frente. Aquelas terras onde habitaram gerações. Habitam pessoas comuns. E aquelas peles negras de ancestrais de quilombos e índios pardos. Eu estava lá. E pensei na vida. E pedi sinais. Respirei. Senti. Parei. E uma cigarra somente cantou. Mentalizei um ano de mudanças, de reconstrução, de proteção e força para esse corpo e esse espírito porque sei lá no fundo que a missão é grande. E todas as cigarras cantaram como uma orquestra. Sai daquele tempo e espaço e me misturei nesse canto de liberdade. Estava para começar um novo tempo... Era o início da libertação da minha alma. Agradeci. Levantei e me emocionei. Me despedi daquela terra. Daquele estado que um dia foi meu. Porque sempre quando volto o corpo treme, o coração bate forte e ele me chama. Quando uma terra já foi sua ela sempre grita de uma forma ou de outra...”
Demorei um tempo para voltar a escrever no blog foi necessário para organizar algumas idéias e ter certas vivências necessárias. Mas, eu escrevi muito num caderninho que no futuro pode ser um livro. Os anos de 2010 e 2011 estão sendo cruciais para um processo de transformação mental, físico e espiritual. Esperava isso, porém não com tanta intensidade. As energias, as intuições e as situações indicavam algo bastante significativo. Está acontecendo algo bem mágico o meu descobrimento de mim mesmo do que eu sou capaz (mente), do meu nível de entendimento do campo espiritual e da valorização do meu corpo. Para me aprofundar nessa busca voltei a ler dois livros que são crucias para ajudar no processo, um é “A águia e a Galinha do meu Mestre Leonardo Boff e o outro é “Nossa vida como Gaia: práticas para reconectar nossas vidas e nossos mundos de Joanna Macy e Molly Young Brown” indico os dois para aprofundar conhecimentos do seu eu, do outro e da terra. Ambos os livros falam de práticas e fundamentos espirituais voltados para a relação com a Terra (Pacha Mama).
E tudo começou com a dor. O apego sempre foi um problema bem sério na minha vida e isso já me levou próximo a loucura. Então, estou procurando nos aspectos da razão e no controle da espiritualidade como eu posso controlar essa intensidade desse sentimento em minha vida. No livro nossa vida como Gaia no qual eles trabalham intensamente práticas de ecologia profunda e principalmente os aspectos das dores do mundo as autoras dizem que a sociedade tem medo de tudo que aproxime da dor ou negação. Tentamos desesperadamente nos afastar das situações de conflito e de dor. Estou aprendendo que a dor é muito necessária da mesma intensidade da felicidade. Temos que senti-la de acordo com a sua forma e não negá-la. Falo da dor do corpo, da dor da perda, da dor da traição, da dor da solidão, a dor da terra... Todos os tipos de dores desse mundo terreno. Para que entendamos melhor a vida e possamos ver formas de resolver os problemas da melhor forma possível. A repressão desse sentimento pode lhe trazer uma doença ou um problema sério nas suas relações e psíquico. Sinta a danada e seja dor quando tiver que ser.
Indo agora para o mestre Leonardo Boff ele coloca que a libertação de cada um começa na consciência e temos que ajustar essa consciência para a mente, espírito e corpo. Fazer a interligação dos três para viver em harmonia com sigo e com o outro. E que o amor é força regeneradora do mundo. É ele só é verdadeiramente incondicional numa condição de parentesco, de raça, de religião, de ideologia, de trabalho, de relação amorosa somente se amarmos por amar. Sem espera nada em troca. Até mesmo aqueles que te fazem mal. Porque a energia do amor não faz mal. Ame para libertar o seu corpo e seu coração e assim libertará a sua consciência espiritual.
Encontro-me num exercício diário de entender a cosmovisão das religiões e crenças, das energias, das relações... E estou tendo experiência interessantíssimas que quero compartilhar com todos e todas. Um ponta a pé inicial nessa busca foi num terreiro de candomblé para conhecer e entender um pouco mais dessa religião de matriz africana. O Frei Leonardo Boff denomina o candomblé com umas das religiões de teologias mais fascinantes do mundo fazendo cada pessoa humana uma espécie de Jesus e incorporando os orixás, divindades ligadas á natureza e ás suas energias vitais. Para o candomblé o humano é sagrado e as suas relações e ensinamentos. Para saber mais do candomblé pode procurar nesse link: http://pt.wikipedia.org/wiki/Candombl%C3%A9
E lá me senti em casa. Uma casa simples. Pessoas felizes e uma roda de samba com muita cerveja e feijoada para esperar a entidade que estávamos para receber e veio ele, o malandro para abrilhantar a festa. Foi lindo. E ele sambou, ele discursou e brincou. Num certo momento ele veio conversar comigo e me disse uma coisa que mexeu e abalou as estruturas olhou fundo nos olhos e disse: - Você precisa resgatar a sua história, precisa pensar mais com a razão, se encontre e tudo fará sentido. As lágrimas quase que caem. O sentimento de ter uma entidade de matriz africana que percorre caminhos nunca imaginados falando comigo foi algo único e transformador. Daquele momento em diante mudei as minhas percepções de mim mesmo e do outro e resolvi me encarar com todos os defeitos e dificuldades. O malandro me trouxe toda a sua malandragem de viver não nos aspectos da libertinagem ou do outro enquanto produto, mas sim nos aspectos da liberdade, as pessoas são livres, e nessa construção temos que em qualquer relação. Mesmo de um dia ou de anos agradecer a pessoa por tudo vivido não importando o que aconteceu de ruim ou de bom. Sempre você sai mudado.
E essa energia do amor está me proporcionando caminhos e escolhas que lá no fundo do coração e da alma era uma necessidade. A última descoberta está sendo o Reiki. Nesses dias que pra mim eu tenho a sensação que passaram meses. Virei reikiana e estou trabalhando aspectos de cura interior e do outro através da energia universal e da luz. O corpo e a mente estão num equilíbrio tão prazeroso e os valores e lugares para mim são outros. Se pelo menos trinta por cento da sociedade vivenciasse os princípios do reiki. Estaríamos vivendo melhor. São eles: Não se preocupe, Não se aborreça, Honre pais e mestres, Trabalhe honestamente, Seja gentil com todos os seres. Para conhecer mais sobre o Reiki segue o link: http://pt.wikipedia.org/wiki/Reiki
E para finalizar utilizo a fábula africana do livro de Leonardo Boff. Estou dando a asas da minha águia sempre com os pés da galinha na terra.
Mas, sempre: “Existem pessoas que nos fazem pensar como galinhas. E ainda até pensamos que somos efetivamente galinhas. Porém é preciso ser águia. Abrir as asas e voar. Voar como as águias. E jamais se contentar com os grãos que jogam aos pés para ciscar.”
Para saber mais do conto acesse: http://www.sotextos.com/a_fabula_da_aguia.htm
12/03/2011
Tecendo a razão
Musicando até os momentos de dor...
Não precisa falar
Nem saber de mim
E até pra morrer
Você tem que existir
Não precisa falar
Nem saber de mim
E até pra morrer
Você tem que existir
Nasceram flores num canto de um quarto escuro
Mas eu te juro, são flores de um longo inverno
Nasceram flores num canto de um quarto escuro
Mas eu te juro, são flores de um longo inverno
Isso é pra morrer
6 minutos
Instantes acabam a eternidade
Isso é pra viver
Momentos únicos
Bem junto na cama de um quarto de hotel
E você me falou de uma casa pequena
Com uma varanda, chamando as crianças pra jantar
Isso é pra viver
Momentos únicos
Bem junto na cama de um quarto de hotel
D'um quarto de hotel
Num quarto de hotel
Não precisa falar
Nem saber de mim
E até pra morrer
Você tem que existir
Nasceram flores num canto de um quarto escuro
Mas eu te juro, são flores de um longo inverno
Nasceram flores num canto de um quarto escuro
Mas eu te juro meu amor, são flores de um longo inverno
Isso é pra morrer
Você me falou
E eu estava lá e falei
Isso é pra morrer
6 minutos
Instantes acabam a eternidade
Isso é pra viver
Momentos únicos
Bem junto na cama de um quarto de hotel
E você me falou de uma casa pequena
Com uma varanda, chamando as crianças pra jantar
Isso é pra morrer
6 minutos
Instantes acabam a eternidade
Isso é pra viver
Momentos únicos
Bem junto na cama de um quarto de hotel
E você me falou
Num quarto de hotel
Num quarto de hotel
03/03/2011
Autobiografando a vida
Desde do meu primeiro contato com os indígenas na Bolívia. Senti algo a minha alma em busca da minha ancestralidade e me emocionei bastante em vários momentos. Eles me trouxeram o despertar para a valorização da cultura da minha família e para a cultura das pessoas. Assim, que cheguei ao Brasil. Pensei: - Quero fazer um resgate histórico da minha ancestralidade. Quero vivência-lo intensamente.
Foi então que apartir desse momento comecei a pensar em como fazer isso e foi pegando vários elementos importantes para pesquisa. Mas, ainda não tinha conseguido parar e iniciar a construção.
Ai, me apareceu um evento que participei, uma galera do Museu da Pessoa. São historiadores que trabalham a história da pessoa não importando quem seja. Todas elas são importantes objetos de pesquisa e contribuem para a construção antropológica do Brasil. Qualquer um pode chegar no site do museu ou mesmo na sede
Depois disso o tempo passou e a idéia não saiu da minha cabeça. Iniciei o semestre da universidade e percebi que no histórico tem uma cadeira denominada: Autobiografia e Educação e foi então que me inscrevi. Iniciando as aulas entendi que tinha achado o meu instrumento para fazer um sonho virar realidade.
Nessa cadeira eu estou tendo uma espécie de vários momentos de inquietações, idéias e transcendendo para dentro de mim e da sensibilidade da história da vida das pessoas. É uma sensação muito boa quando você percebe que um sonho pode se torna realidade. Tá virando real. Vou fazer um grande trabalho com esse instrumento. Esperem! :)
" Quando sonhamos com o futuro estamos em busca de vivenciar um presente próximo."
Fernanda Rodrigues
As "primas" da Edineuda Soares inspiradas em minhas primas. Saca essa!
12/02/2011
10/02/2011
“Acho que estou feliz e triste. Tudo o que tenho cabe na minha mão e eu te dou de coração” Ceumar

Nesses dias percorri todo o calor do teu corpo
Senti a leveza de sua alma
Sorri como criança
Degustei cada cantinho da sua boca
Compartilhei sentimentos, perdas e emoções...
Dias felizes nessa cidade, embalada pela energia do universo e dos ancestrais.
08/02/2011
Chega de saudade!
e diz a ela que sem ela não pode ser,
diz-lhe, numa prece
Que ela regresse, porque eu não posso Mais sofrer.
Chega, de saudade
a realidade, É que sem ela não há paz,
não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai
Mas se ela voltar, se ela voltar
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei
Na sua boca,
dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos, e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio de você longe de mim
Não quero mais esse negócio de você viver sem mim
06/02/2011
A arte do sofrimento feminino
Frida Kalo e suas cores fortes vibrantes descrevem o sofrimento05/02/2011
Emocionante sobre Belo Monte: Carta do Povo Kaiowá e Guarani à Presidenta Dilma Rousseff

A questão das nossas terras já era para ter sido resolvida há décadas. Mas todos os governos lavaram as mãos e foram deixando a situação se agravar
02/02/2011
Conselho da Aty Guasu Kaiowá Guarani
Que bom que a senhora assumiu a presidência do Brasil. É a primeira mãe que assume essa responsabilidade e poder. Mas nós Guarani Kaiowá queremos lembrar que para nós a primeira mãe é a mãe terra, da qual fazemos parte e que nos sustentou há milhares de anos. Presidenta Dilma, roubaram nossa mãe. A maltrataram, sangraram suas veias, rasgaram sua pele, quebraram seus ossos... rios, peixes, arvores, animais e aves... Tudo foi sacrificado em nome do que chamam de progresso. Para nós isso é destruição, é matança, é crueldade. Sem nossa mãe terra sagrada, nós também estamos morrendo aos poucos. Por isso estamos fazendo esse apelo no começo de seu governo. Devolvam nossas condições de vida que são nossos tekohá, nossos terras tradicionais. Não estamos pedindo nada demais, apenas os nossos direitos que estão nas leis do Brasil e internacionais.
No final do ano passado nossa organização Aty Guasu recebeu um prêmio. Um prêmio de reconhecimento de nossa luta. Agora, estamos repassando esse prêmio para as comunidades do nosso povo. Esperamos que não seja um prêmio de consolação, com o sabor amargo de uma cesta básica, sem a qual hoje não conseguimos sobreviver. O Prêmio de Direitos Humanos para nós significa uma força para continuarmos nossa luta, especialmente na reconquista de nossas terras. Vamos carregar a estatueta para todas as comunidades, para os acampamentos, para os confinamentos, para os refúgios, para as retomadas... Vamos fazer dela o símbolo de nossa luta e de nossos direitos.
Presidente Dilma, a questão das nossas terras já era para ter sido resolvida há décadas. Mas todos os governos lavaram as mãos e foram deixando a situação se agravar. Por último o ex-presidente Lula, prometeu, se comprometeu, mas não resolveu. Reconheceu que ficou com essa dívida para com nosso povo Guarani Kaiowá e passou a solução para suas mãos. E nós não podemos mais esperar. Não nos deixe sofrer e ficar chorando nossos mortos quase todos os dias. Não deixe que nossos filhos continuem enchendo as cadeias ou se suicidem por falta de esperança de futuro. Precisamos nossas terras para começar a resolver a situação que é tão grave que a procuradora Deborah Duprat, considerou que Dourados talvez seja a situação mais grave de uma comunidade indígena no mundo.
Sem as nossas terras sagradas estamos condenados. Sem nossos tekohá, a violência vai aumentar, vamos ficar ainda mais dependentes e fracos. Será que a senhora como mãe e presidente quer que nosso povo vai morrendo à míngua?. Acreditamos que não. Por isso, lhe dirigimos esse apelo exigindo nosso direito.
Conselho da Aty Guasu Kaiowá Guarani
Dourados, 31 janeiro de 2011

