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07/11/2008

Carta ao Sofrimento


Olá Sofrimento,

o dia acordou tão reluzente e sereno. O seu aparecimento foi repentino e corrente.
Leva todos os meus sorrisos e encantos. O pranto já está nos meus olhos.
Porque me visita tão repentinamente? É saudade de está no meu peito?
A mistura já está dentro. Dói tanto aqui! Dor incurável e temente!
É a DOR! QUE DOR!
Não me busca mais, já não consigo resistir a esse tormento.
A dor lasciva corre dentro. Afeta as relações e emoções você sabia?
Sai da minha vida dor infinita e infeliz. Segue atrás de outro algoz.
Não vivo mais. Sinto mais. Penso mais.
Sai, sai, sai... Sabes o que fazes quando me pega assim?
É DOR! DOR! TORMENTO!
Espero que não me venhas visitar mais.
A partir de agora venho lhe comunicar que não quero mais a sua companhia.
É o fim da nossa relação e desejo que saia de mim!
E avisar que é o inicio da minha relação com a PAZ AQUI DENTRO!

Assinado: Discernimento

03/11/2008

Carta à vovó

Cheguei aqui! Com tanto medo de chegar!
É a primeira vez sozinha!
Queria ter chegado aqui assim.
Tinha medo de encarar de frente a realidade triste.
Não ver o seu sorriso lindo na porta!
Tenho que enfrentar isso sozinha.
Encarar essa fragilidade.
Sinto você em cada canto dessa casa. Que saudade vóvó!
Que medo também!
Tô com tanto medo da vida!
Das ilusões, desafios...
É a primeira vez, sozinha!
Apredendo com o tempo a ter a minha individualidade e a enfrentar tudo de frente como você sempre fez. Mas, no fundo a minha solidão é grande e vazia.
O meu amor por você é algo inexplicável que fico pensando! Como pode existir amor assim?
É um amor tranquilo, sensível, forte e saudoso.
E sigo assim vóvó, sozinha! Porém, decidida a viver tudo que me ensinou nas nossas conversas interminavéis.

A você todo o amor que houver nessa vida...
Saudades de Sua Neta!